Nota de repúdio à matéria tendenciosa publicada em site da Capital

Os servidores do Estado do MS se depararam na manhã desta segunda-feira (19/04) com uma notícia um tanto sensacionalista com respeito ao aumento de salários de servidores do Estado.

Entendemos como sensacionalista, pois a soma de valores de todos os servidores equivale a uma fatia grande da Folha de Pagamento do Estado, porém o cálculo precisa ser analisado de forma separada, para que não haja julgamento errôneo e precipitado em relação aos servidores.

Em 2016 os servidores da Iagro tiveram equiparação salarial, pois havia muitos anos que os salários encontravam-se defasados. Após essa data, não ocorreu nenhum aumento salarial nas categorias de servidores da Iagro, sendo que no período de 2016-2020 os mesmos receberam apenas 5,98% de reajuste, ou seja, uma defasagem salarial acima de 25% no período mencionado (a maioria dos servidores representados pelo Sigeasfi tem uma média salarial entre 2 e 3 salários mínimos).

O site também cita a redução do número de servidores, mas não cita o acúmulo de funções que os servidores ativos estão enfrentando em decorrência dessa redução (seja por aposentadorias, óbitos ou vacância), além dos inúmeros casos de servidores da IAGRO cedidos à outros locais (sejam prefeituras, Faculdades, outros órgãos Estaduais, etc), reduzindo ainda mais o número de servidores que realmente trabalham para a IAGRO.

O referido site deixou de citar que o Governo sancionou lei dos DCAs (Cargos Comissionados) no final do ano de 2018, prevendo gastos de até R$7,2 milhões com apenas 2.114 cargos sendo que a lei aumentou o número de comissionados, bem como ampliou em até 100% seus subsídios (DO publicado em 26/12/2018).

O site também não informou que em 2020, em plena Pandemia e em um período de apenas 4 meses, o governo do Estado gastou R$35 milhões com propaganda.

Também não menciona sobre o aumento da participação do servidores na previdência (proposto pelo Governo e aprovado pelos Deputados), passando de 11 para 14%, ou seja, redução de 3% do salário dos servidores ativos e 14% dos aposentados (já que os servidores aposentados tiveram que voltar a contribuir).

O site também menciona que o salário do servidor foi transformado em subsídio, citando como algo benéfico, o que não é. A realidade apresentou uma negação de direitos já consolidados, como por exemplo o incentivo ao desenvolvimento do servidor, representado pelo adicional de capacitação que foi tirado.Diante dos fatos apontados, entendemos que a matéria não deseja explanar sobre os gastos do Governo e sim enfatizar que o Servidor Público onera o Estado, não levando em consideração o que este mesmo servidor enfrente no dia a dia de trabalho.