“Operação para apurar denúncia realizada pelo
MAPA, foi realizada por volta das 12h30 do dia 15/09, no município de
Inocência.
Foi constatado que as instalações do laticínio eram
utilizadas de forma irregular para depósito clandestino de leite, que era
armazenado em tanques resfriadores com sujeira e insetos. Oficialmente, o local
está desativado há meses.
As condições de manejo e armazenamento não estavam
de acordo com regras de higiene e normas sanitárias.
Diante da falta de condições para o consumo, a
equipe da Iagro fez a destruição do produto e a Polícia Civil efetuou prisão em
flagrante dos responsáveis, por crime contra as relações de consumo, por
venda, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo
(entre outros).”
“Três caminhões com 120 cabeças de gado e documentação falsa foram apreendidos dia 23/09 em fiscalização da Iagro (Agência de Defesa Sanitário Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul) em conjunto com a DOF (Departamento de Operações de Fronteiras). Os animais foram encaminhados para abate sanitário.
A apreensão ocorreu durante fiscalização de rotina da Iagro, órgão vinculado a Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), no posto fiscal localizado entre os municípios de Vista Alegre e Ponta Porã. A equipe constatou que a GTA (Guia de Trânsito Animal), documento obrigatório para o transporte de gado no Estado, era falsificada e os animais oriundos do Paraguai.”
Como
pode-se notar nas matérias acima, o serviço público é imprescindível para
garantir saúde; garantir que os produtos que chegarão à mesa da população são
de qualidade e de acordo com as mais rigorosas normas de higiene e sanidade,
dentre tantos outros benefícios ao cidadão.
Durante o dia de hoje (30/09)
manifestações e vários atos públicos acontecem em todo o Brasil contra a
proposta de reforma Administrativa do atual Governo. Nas grandes cidades
ocorre o que se é chamado de Ato Controlado, onde um grupo reduzido de
servidores vai às ruas para protestar com faixas, encenações, panfletagem e
palavras de ordem, alertando a população para a real intenção dessa reforma
apresentada. O restante dos servidores se mobiliza através das mídias
sociais.
A realidade sobre o serviço
público e a reforma trabalhista proposta:
– 50% dos servidores públicos
ganham menos de R$2.600,00 e a grande maioria menos de R$4.650,00. A média salarial do trabalhar
público com ensino superior é menor que R$4.200,00, enquanto nas empresas
privadas é R$5.000,00. Os grandes salários estão no Poder Judiciário
(Magistrados), servidores do Legislativo e no alto escalão das Forças Armadas,
os quais estão fora desta Reforma
Trabalhista;
– Os
servidores não tem aumento automático. Podemos pedir, porém o Governo não é
obrigado a autorizar. A maioria dos servidores estão sem reposição da inflação
desde 2015;
– O maior
beneficiário dos serviços gratuitos executados pelos servidores públicos é o
cidadão brasileiro, principalmente os que não tem condições de pagar serviços
particulares;
– A estabilidade
no serviço público impede que políticos em cargo de chefia chantageiem e
ameassem seus subordinados com a demissão, caso estes não participem de
corrupção e rachadinhas. Ameaças estas que ocorrem em cargos comissionados e
não em concursados. A principal função da estabilidade é a continuidade dos
serviços quando o Governo muda nas eleições;
– Além de
já não termos direito ao FGTS, Seguro Desemprego, Participação em lucros e
produtividade, perderemos também o direito a reposição anual da inflação, e aos
auxílios saúde, alimentação e creche pagos (em alguns casos) aos de menores
salários.
O
Sigeasfi-MS apoia a luta em favor do serviço público, como também dos
servidores.
Entendemos
que o momento não nos permite ir às ruas para demonstrarmos nossa insatisfação
quanto ao cenário político instaurado nos últimos tempos, mas não podemos e não
vamos nos calar.